História sobre Autoconhecimento

 História sobre Autoconhecimento

Como o próprio termo induz a pensar, autoconhecimento significa conhecer a si mesmo.

Conhecer a si mesmo é um dos fundamentos para nos darmos bem em praticamente todas as áreas das nossas vidas.

E isso é tão antigo e ao mesmo tempo tão atual que, já na Grécia antiga na entrada do templo de Delfos estava escrito: Conhece-te a ti mesmo e conhecerás todo o universo e os deuses, porque se o que procuras não achares primeiro dentro de ti, não acharás em lugar algum.

Para falar de autoconhecimento, quero contar uma breve história que ouvi recentemente e que me fez refletir muito. Espero que goste e que também faça sentido para você.

Para que servem as histórias?

As histórias não são contadas só para fazer dormir e para acalmar, mas também, para nos despertar.

Conta lenda que, uma bordadeira do interior de Minas chamada Maria estava bordando, quando a sua agulha caiu e se perdeu entre tantas linhas e retalhos espalhados pelo chão.

Então, Maria procurou incessantemente, mas não encontrou. Na busca pela agulha ela continuou procurando ao redor da sala até que chegou em um local mais claro, perto da porta.

Enquanto isso, a sua vizinha e comadre que observava de longe, aproximou-se e perguntou:

– Comadre, o que você está procurando?

E Maria Responde:

– Eu perdi a minha agulha e estou procurando por ela.

Então, a comadre se virou para Maria e disse:

– É comadre! Agulha é uma coisa difícil demais para encontrar, por isso, eu vou te ajudar.

E juntas as duas procuraram por todo quarteirão, até que a comadre, muito cansada virou-se para a bordadeira e disse:

– Nós já procuramos por toda a calçada e não encontramos nada! Onde foi mesmo você perdeu essa agulha?

E Maria responde:

– Foi dentro lá na sala! Mas lá estava muito escuro, então resolvi procurar aqui fora.

É, realmente elas não encontrariam aquela agulha!

O que aprendemos com esta história?

Na dificuldade de encontrar respostas dentro da sala, buscamos respostas do lado de fora. Na dificuldade de encontrar as coisas dentro de nós, procuramos fora.

As pessoas ficam procurando luz fora, quando deveriam procurar por ela lá dentro.

E o que é o lado de fora?

O lado de fora é mundo, é o outro, são as pessoas com as quais nos relacionamos.

Ou seja, tendo dificuldades de falar de nós mesmos, procuramos entender o outro e, então, olhamos para fora.

Não é raro sabermos mais dos outros que de nós mesmos.

E é muito comum ainda culparmos o outro, por algo que não damos conta, que não somos capazes de realizar.

Eu sei que é muito desafiador, mas mesmo assim, precisamos procurar as respostas do lado de dentro, precisamos colocar luz dentro desta sala.

E uma das formas de fazer isso, é se ouvir mais, é prestar atenção no seu comportamento e como este comportamento afeta o seu meio, é se implicar mais com os seus resultados, ao invés de apontar sempre o dedo para o lado de fora.

Eu quero finalizar com duas perguntas:

  • Qual tem sido a sua responsabilidade pelos seus resultados?
  • E por onde tem procurado as suas respostas?

 

*Ana Maria da Silva Amorim Meira é Coach, Practitioner em PNL, Psicóloga e Consultora de Educação Corporativa.

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