Educação e Gentileza

Pessoas educadas destacam-se das demais, como o óleo destaca-se da água!

Outro dia li um post em uma rede social falando sobre educação. Ele defendia que a responsabilidade de ensinar bons modos compete aos pais e não à escola.

Concordo em parte. Acredito que os pais são os primeiros e os principais responsáveis, mas que a escola também não pode se eximir desta responsabilidade, reforçando aquilo que, teoricamente se aprendeu em casa ou ensinando o que deveria ter aprendido lá.

Contudo, não é propósito deste texto promover esta discussão, pois ela se estenderia tanto que, provavelmente, seria suficiente para escrever um livro. O fato é que uma boa educação faz uma enorme diferença.

Pessoas educadas destacam-se das demais, como o óleo destaca-se da água.

Observo em minhas relações pessoais e também nas de trabalho o quanto a educação ou, a falta dela, pode abrir ou fechar portas. Ao longo da minha trajetória profissional já vi muita gente ser desligada de organizações por não demonstrarem habilidades relacionais.

Em um mundo onde as pessoas buscam tanto por conhecimento e desenvolvimento, fico assustada com a falta de coisas tão elementares, como por exemplo, bons modos nos ambientes sociais, especialmente, nos ambientes de trabalho.

Diante disso, concluo: como espécie, evoluímos tanto em umas áreas e, regredimos em outras.

Em decorrência da falta das lições básicas, que gera um gap educacional, as empresas acabam assumindo também o papel de educar. De completar ou realizar toda a tarefa que não foi realizada lá atrás, seja pelos pais ou seja pela escola.

E, para suportar esse desenvolvimento, é muito comum a disponibilização de cursos de postura corporativa. Não sei se você está familiarizado com o termo ou talvez esteja se perguntando o que se ensina em um curso assim. Vou ser bem direta: ensina-se falar as palavrinhas mágicas: por favor, com licença, obrigado, a usar bons modos no trabalho, como por exemplo, a maneira mais adequada de dirigir-se ao colega, sobre o tom da voz, como trabalhar sem incomodar o outro, sobre a importância de respeitar os espaços compartilhados, mas principalmente sobre ser gentil, delicado com o colega.

Quando relato isso para a minha filha de 9 anos, ela, incrédula, pergunta: “mamãe é preciso ensinar isso para adultos?” Contra o meu gosto, respondo que sim.

O que penso sobre isso: estamos cada vez mais nos preocupando com coisas grandiosas, em sermos especialistas em nossas áreas, em falar o maior número de idiomas possível e, esquecendo do básico, do fundamental para termos relações mais humanizadas, mais saudáveis e agradáveis.

Podemos ser mais generosos com os outros e, desta forma, tornar a nossa existência e, também a do próximo, mais leve.

Ser educado e gentil não custa nada, mas pode fazer muita diferença em nossas vidas e em nossas relações. Pode tornar a vida do outro também mais leve.

Além disso, pesquisadores afirmam que apenas um gesto de bondade e generosidade pode aumentar o nosso nível de felicidade por semanas.

Então, o que estamos esperando para colocar isso em prática?

*Ana Maria da Silva Amorim Meira é Coach, Practitioner em PNL, Psicóloga e Consultora de Educação Corporativa.

Posts Relacionados

Leave a Comment

%d blogueiros gostam disto: