Enquanto houver esperança, haverá vida!

O que você gostaria de fazer quando a quarentena acabar? Quem quer abraçar, beijar, apertar…? Quais são os seus planos para o futuro? Qual é o seu grande motivo, aquele que o faz vencer qualquer dificuldade?

Essas perguntas parecem simples, mas as suas respostas possuem o mágico poder de nos mantermos firmes em nossos propósitos. E essa, não é uma estratégia nova!

Estou relendo o livro “Em Busca de Sentido” do Médico Austríaco Viktor Frankl. Ele que viveu por 13 anos os horrores dos campos de concentração Nazista, uma das piores atrocidades que a humanidade pôde produzir.

Dentre tantas outras coisas, ele conta em seu livro que o que o manteve vivo e o ajudou a passar pelas mais difíceis provações foi a esperança de voltar a ser livre, poder reencontrar com as pessoas queridas de sua vida e de colocar em prática os projetos que tinha antes de se tornar prisioneiro. Ele acreditava que, por mais que o futuro parecesse sombrio e estranho, era necessário manter a esperança e lutar diariamente pela vida. Aliás, uma das primeiras promessas que ele fez ao chegar ao primeiro campo onde foi feito prisioneiro foi que não iria para o fio. “Ir para o fio” era um termo utilizado pelos prisioneiros que cometiam suicídio ao segurarem os fios eletrificados das cercas.

Ao sair do campo de concentração, Frankl ditou em apenas 9 dias o livro que seria um best seller por décadas seguidas em todas as suas edições em diversas línguas (a que tenho em minhas mãos é a trigésima e continua vendendo muito!). Além disso, Frankl criou a Logoterapia, que é um tipo de terapia que tem como propósito ajudar as pessoas a encontram sentido em suas vidas.

Frankl acreditava que a vida é repleta de oportunidades e que não podemos evitar o sofrimento, mas podemos escolher como vamos lidar com ele.

Apesar do conteúdo pesado e real, o livro é uma obra belíssima que recomendo muito a leitura! Para mim, esse é o verdadeiro tipo de história em que o personagem consegue transformar o limão de sua vida em uma limonada. Isso não significa que foi fácil e sem sofrimento, mas possível!

Quero pedir licença para aproveitar esse espaço para narrar uma história de superação, que ocorreu com uma pessoa muito querida para mim: minha mãe.

Guardada as devidas proporções com a história do Frankl, minha mãe que à época tinha 69 anos e há 10 convivia com a doença de Parkinson, em estágio já bem evoluído, foi acometida de uma outra enfermidade que a levaria a uma cirurgia.

Em função do seu quadro clínico, o risco era muito elevado e ela, lúcida como só, tinha conhecimento do fato. Sendo assim, ao deixar a sua casa no interior do estado de Minas e vir para Belo Horizonte para fazer o processo pré-cirúrgico, trouxe em sua bagagem a roupa que gostaria de ser enterrada. Pois para ela, a sua morte era dada como certa.

Meu irmão mais velho, ao tomar conhecimento do fato e tendo muito de Psicólogo – apesar de não o ser de formação -, quis tirar o foco da cirurgia e, consequentemente, da morte e a fez pensar além dessa data. E qual foi a estratégia? Ele começou a perguntar para ela como gostaria de comemorar o aniversário de 70 anos que se aproximava.

Inicialmente ela relutou, mas aos poucos aceitou a ideia e começou a preparar os detalhes da festa e fazer a lista de convidados que ultrapassou a marca de 400 pessoas e ainda faltou gente!

Resumindo, ela fez a tão sonhada festa de 70 anos e agora já vislumbra comemorar suas Bodas de Ouro, aniversário de 50 anos de casamento, que será daqui a 3 anos, quando se Deus quiser, ela terá 76 anos.

Assim como Frankl, o que fez a minha mãe viver e continua fazendo é a Esperança em dias melhores e ter um propósito para viver. Hoje, além de cuidar das suas flores e galinhas e a fazer religiosamente o almoço todos os dias, minha mãe está sempre ajudando outras pessoas, fazendo caridade e procurando aliviar o sofrimento alheio, como sempre fez ao longo de sua vida.

Trouxe esses dois belos exemplos para demonstrar que é possível passar por momentos turbulentos se temos um propósito, algo ou alguém que valha à pena lutar.

Como dizia o filósofo Nietzsche, “aquele que tem um porque para viver, pode suportar qualquer como”.

O que posso dizer desse momento é que devemos cultivar a esperança por dias melhores, acreditar que vai passar e que sairemos mais fortes do que entramos, mesmo com algum inevitável sofrimento.

Pense em seus “porquês” e agarre-se a eles, assim como farei com os meus!

Vamos juntos com Força, Foco e Fé!

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